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Archive for janeiro \06\UTC 2010

Um Ano de Flores…Porque não?

Há muito, nem mais me lembro
Quando foi que da última vez
Apenas por desfaçatez
Alguma rosa ganhei
Vinda seja lá de quem.


Estas palavras ouvi
De um encantado ser
Um dia, que por ironia
Algumas Rosas que via,
Lembrei que Ela merecia.


É um ser encantador, menina
Mãe, Doutora, mas à deriva,
E assim em minha rotina incluía.
As Rosas com que ela, semanas
Sem conta a escrivaninha enfeitaria.


Nunca nenhuma entrega
Foi esquecida ou relegada
E daquela boca sagrada
Ou de seus delicados dedinhos
Sempre por ela veio, o Obrigada.


…São Lindas.

E assim nesta rotina…
2008 viveu, além um pouco talvez
Sem que as flores na escrivaninha
Jamais faltassem ou em vez,
Não murchariam na sua pequenez.


2009 Maio o Obrigada,
Veio de forma leve
Desajeitada, quase obrigada
De onde se depreendia
Flores eu mais não queria.



Assim, um dia, alguém que para mim merecia
Aprendia e me dizia, que mais flores ela não queria.
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INCOMPREENSÃO (De Anjo sem fronteiras)

De Janeiro a Janeiro
de quatro a quatro
com um ano de permeio
quem imaginar podia
que assim um belo dia
depois de tudo o que dito e feito foi
de muito carinho a Amor inteiro
não restasse nem mesmo o dizer
porque, não quero mais te ver.

Das diuturnas conversas
dos setecentos despertar
dos bom dia com seu manjar
sem do aconchego se livrar
de repente assim, a esvoaçar
por intrigas e mentiras
que sem a oportunidade de esboçar
sequer defesa,
mesmo vendo em seu olhar
que à verdade estava a faltar.
Adeus, a culpa é sua
saia e nunca mais volte
nem mesmo à minha rua.

Compreender o humano,
não é fácil nem comum
aceitar quando se Ama
é obrigação e que nenhum
jamais disso duvide
hoje ou em dia algum.
Assim o Anjo sem fronteira
triste, cabisbaixo mas amando
para o mundo e sem mando
vai e por lá andando
sempre estará esperando
A Musa de quem tento gosta
ainda que mais não seja
para uma real resposta.

Beijo…Ao Meu eterno Anjo….